CIDADES
RS já registra 22 feminicídios em 2026 após morte de jovem em Camaquã
   
Crime ocorreu dentro da casa da vítima

Por Marcello Campos
16/03/2026 07h23

O sepultamento de Angélica Ines Strelow, de 28 anos, ocorreu na manhã de domingo (15), no Cemitério Luterano da Paz, em Camaquã, na região Centro-Sul do Rio Grande do Sul. A jovem foi morta a facadas por volta das 23h de sexta-feira (13). O ex-companheiro, da mesma idade, foi preso em flagrante após se apresentar em uma Delegacia da cidade e confessar o crime. O caso passou a ser o 22º feminicídio registrado no Estado desde janeiro.

De acordo com a Polícia Civil, o assassinato aconteceu dentro da casa onde a vítima morava. Angélica possuía medida protetiva contra o homem, que teria invadido a residência após arrombar o portão e a porta principal.

No momento do ataque, as duas filhas do casal — de 6 e 11 anos — estavam no local, junto com outras três crianças.

Conforme as investigações, o casal estava separado desde 2023, mas o homem não aceitava o fim do relacionamento. A vítima era acompanhada regularmente pelo programa Patrulha Maria da Penha, da Brigada Militar, que havia realizado uma visita à residência poucas horas antes do feminicídio.

Comoção

O crime causou grande comoção na comunidade de Camaquã. Em nota oficial, a prefeitura manifestou pesar e indignação diante do caso.

“A Prefeitura de Camaquã manifestou profundo pesar e indignação pelo falecimento de Angélica Inês Strelow, camaquense e mãe, vítima de mais um ato brutal de violência contra a mulher. A perda foi considerada uma dor imensurável para familiares e amigos e também um golpe para toda a comunidade.

A administração municipal destacou que o feminicídio é uma violência inaceitável e que precisa ser combatida com firmeza por toda a sociedade. No comunicado, também reforçou solidariedade à família e aos amigos da vítima e ressaltou a importância de que crimes como esse sejam rigorosamente investigados e punidos com todo o peso da lei.

A prefeitura ainda afirmou que segue comprometida com a segurança da população e com a proteção das mulheres, destacando avanços na estruturação de políticas públicas, como a criação da Secretaria de Segurança e Mobilidade Urbana, que atuará em conjunto com as forças de segurança no fortalecimento das ações de prevenção e combate à violência.

Por fim, a manifestação ressaltou que a memória de Angélica deve servir como um chamado coletivo para fortalecer a luta contra a violência e pela proteção da vida das mulheres.”


   

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