CIDADES
Tribunal de Justiça do RS alerta para golpe com inteligência artificial que simula audiências judiciais
   
Criminosos simulam a imagem e a voz de magistrados, usando falsos advogados e servidores para validar o golpe

Por Bruno Laux
14/09/2026 08h31

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul emitiu um alerta sobre um novo golpe que utiliza inteligência artificial para simular falsas audiências judiciais por videoconferência. Por meio da tecnologia de deepfake, os criminosos reproduzem a imagem e a voz de um magistrado real, além de contarem com falsos advogados e servidores para conferir legitimidade à fraude. Durante o falso ato, a quadrilha exige pagamentos urgentes das vítimas sob o pretexto de liberar supostos valores retidos na Justiça. A Corte esclarece que não solicita depósitos, transferências ou transações via PIX durante as audiências, que ocorrem exclusivamente por meio de plataformas institucionais autorizadas. A orientação do Judiciário gaúcho é que a população não realize repasses financeiros nestas condições e registre ocorrência policial caso seja alvo da tentativa de extorsão.

Propaganda irregular

A Justiça Eleitoral determinou que o deputado federal Maurício Marcon exclua das redes sociais um vídeo com fake news contra o ex-governador Germano Rigotto, candidato do MDB ao Senado. Em tutela de urgência, a desembargadora Jane Maria Kohler Vidal, do TRE-RS, identificou no material informações falsas e a vinculação da imagem de Rigotto a propostas alheias ao seu plano de governo. Segundo a magistrada, o vídeo sugeria que um voto em Rigotto favoreceria candidaturas de esquerda e o avanço de pautas identificadas com esse espectro ideológico. A decisão, que se estende a todas as plataformas onde o conteúdo foi publicado, fixou prazo de 24 horas para a remoção sob pena de multa. O material já foi retirado das redes do parlamentar (Processo TRE nº 0602084-23.2026.6.21.0000).

Justiça veicular

Está aguardando distribuição nas comissões da Assembleia gaúcha um projeto de lei que busca evitar a desvalorização indevida de veículos adaptados para pessoas com deficiência no mercado automotivo. Proposta pelo deputado estadual Rodrigo Lorenzoni (PP), a matéria determina que o Detran-RS e os centros de vistoria identifiquem de forma específica as modificações decorrentes destas adequações de acessibilidade. Atualmente, o registro genérico das alterações nos sistemas de consulta faz com que os automóveis sejam frequentemente confundidos com carros sinistrados, o que reduz o seu valor de revenda. Para corrigir a distorção, o texto prevê a emissão gratuita de uma Certidão de Adaptação Veicular, que poderá ser utilizada pelos proprietários em negociações, contratações de seguros e financiamentos. Segundo Lorenzoni, a iniciativa não altera as normas federais de trânsito, incidindo apenas sobre a transparência dos documentos emitidos no Estado para garantir que as adaptações legais não penalizem financeiramente os condutores.

Terminal Cristal

A Prefeitura de Porto Alegre reabriu a licitação para contratar a empresa que elaborará o projeto executivo e os estudos ambientais do Terminal Cristal, na Zona Sul da capital gaúcha. A retomada do certame ocorreu devido à necessidade de revisão e atualização do termo de referência que baliza os requisitos e prazos do contrato. A abertura das propostas das instituições interessadas em assumir o serviço está marcada para a manhã desta terça-feira (15). Integrada ao pacote de investimentos do programa POA Futura, a contratação prevê a destinação de R$ 2,6 milhões para esta etapa do projeto. O futuro complexo de mobilidade será instalado no cruzamento das avenidas Chuí e Icaraí, contemplando uma área construída de aproximadamente 10,7 mil metros quadrados.

Doação autorizada

Por meio do Plantão Cível, a Defensoria Pública do Estado garantiu, na última semana, a autorização judicial para a doação de órgãos de um paciente do Hospital Cristo Redentor. A intervenção legal foi solicitada pela equipe técnica da instituição de saúde após a constatação da morte cerebral do homem, que não possuía familiares conhecidos de primeiro e segundo graus para consentir com o ato. Ajuizado em sede de plantão judicial, o pedido de liberação obteve decisão favorável em apenas uma hora. Com o rápido aval da Justiça, os profissionais de saúde conseguiram realizar a captação de rins, fígado, córneas e de possíveis tecidos ósseos. Conduzida pela defensora pública Laura de Ferreira Veitenheimer, a medida garantirá uma nova chance de vida a pelo menos quatro pessoas.


   

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