CIDADES
Assembleia Legislativa aprova reajuste de 5,4 por cento no piso salarial do magistério gaúcho
   
Não inclusão de funcionários das escolas no índice desagradou ao sindicato da categoria

Por Marcello Campos
26/03/2026 07h17

Por 44 votos a zero, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou na terça-feira (24) o projeto de lei do governo gaúcho que reajusta em 5,4% o piso salarial dos professores de carreira da rede pública no Estado. O índice é retroativo a 1º de janeiro e tem por finalidade atualizar a remuneração da categoria conforme índice então definido pelo Ministério da Educação.

Esse percentual será aplicado a ativos, inativos e pensionistas que tenham direito à paridade. Vale, também, para admitidos sob regime de contratação temporária (em conformidade à legislação) e integrantes do Quadro Único do Magistério, criado por legislação anterior e atualmente em fase de extinção.

“O reajuste incidirá sobre as referências previstas em lei, respeitando-se as regras específicas já estabelecidas para a composição do subsídio”, detalha o portal estado.rs.gov.br. O impacto financeiro da medida é projetado em quase R$ 425 milhões por ano, montante que o governo gaúcho define como “compatível ao planejamento orçamentário do Estado”.

De acordo a justificativa que acompanhou o projeto (protocolado em 9 de fevereiro), o percentual proposto não se limita a garantir o piso nacional do magistério. “(…) Representa o cumprimento de um compromisso assumido com a categoria e reforça a valorização dos profissionais responsáveis pela educação pública”, assinala.

Por outro lado, menciona a “complexa situação fiscal enfrentada pelo Estado” como argumento para que o índice não seja maior. “Esse cenário gera limitações legais e impõe atenção às exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal”.

Cpers se manifesta

No comando de uma vigília na Praça da Matriz (Centro Histórico) desde o início da manhã e depois nas galerias do Parlamento, a direção do Cpers-Sindicato criticou o fato de a versão final do projeto ter excluído funcionários de escola e aposentados sem paridade e com parcela de irredutibilidade. “Negando um direito que poderia ser de toda a categoria, o governo e sua base aliada aprofundam a desigualdade”, acusa.

Um dos alvos de repúdio do magistério foi um requerimento de preferência protocolado pelo líder do Palácio Piratini no Legislativo, deputado Frederico Antunes (PP), e que recebeyu 26 votos a 15: “Uma emenda proposta pelo PT previa estender o reajuste de 5,4% a todos os profissionais da educação, mas sequer foi apreciada em plenário, configurando desrespeito a quem dedica a vida à educação pública”.

O Cpers menciona estatísticas do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) que apontam a viabilidade do reajuste de 5,4% para toda a categoria, diante das perdas inflacionárias. “Na prática, falta vontade política do governo gaúcho para garantir o justo e que é de direito”, acrescenta um texto postado no site cpers.com.br.

A presidente do sindicato, Rosane Zan, declarou após o fim da votação: “Continuaremos firmes na luta em defesa de um projeto que realmente atenda a classe trabalhadora da educação. Juntos somos mais fortes”.


   

  

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