CIDADES
Amar a Deus: o caminho que transforma tudo
   

Por Tribuna
09/02/2026 07h52

Amar a Deus é mais do que uma declaração dita em momentos de emoção; é uma escolha diária, silenciosa e profunda que molda a maneira como enxergamos a vida, as pessoas e a nós mesmos. É um amor que não se limita a palavras bonitas ou rituais ocasionais, mas que se revela nas atitudes mais simples, na paciência cultivada, no perdão oferecido e na esperança mantida mesmo quando tudo parece difícil.

Quando alguém decide amar a Deus, inicia uma jornada de transformação interior. Esse amor começa a reorganizar prioridades, a suavizar endurecimentos da alma e a trazer sentido aos dias que antes pareciam comuns demais. Amar a Deus é permitir que a luz divina encontre espaço em cada canto do coração, inclusive naqueles que insistimos em manter fechados.

Muitas vezes pensamos que amar a Deus exige perfeição. Acreditamos que somente quando estivermos totalmente livres de falhas seremos dignos desse sentimento. No entanto, o amor verdadeiro nasce justamente na imperfeição. É no reconhecimento da própria fragilidade que aprendemos a depender da força que vem do alto. Deus não espera performances impecáveis; Ele espera sinceridade.

Amar a Deus também é confiar. Confiar quando os planos mudam, quando as portas se fecham, quando a resposta demora. É olhar para o céu e dizer: “Eu não entendo agora, mas continuo acreditando.” Essa confiança amadurece o espírito e ensina que há um cuidado maior conduzindo cada passo, mesmo aqueles que parecem desencontrados.

Há algo extraordinário em quem ama a Deus: a capacidade de permanecer de pé. Não significa ausência de dor ou de lágrimas, mas a certeza de que nenhuma tempestade dura para sempre. O amor a Deus se torna âncora. Ele sustenta, acalma e renova forças para continuar.

Esse amor também nos ensina a amar melhor as pessoas. Quem experimenta a misericórdia divina aprende a ser mais misericordioso. Quem se sente acolhido por Deus passa a acolher. Pouco a pouco, julgamentos precipitados cedem lugar à compreensão, a indiferença dá espaço à solidariedade e o egoísmo começa a perder terreno.

Amar a Deus é enxergá-Lo nos detalhes. No nascer do sol que colore o horizonte, no abraço que chega na hora certa, na oportunidade de recomeçar depois de um erro. A gratidão passa a fazer parte da rotina, e aquilo que antes era visto como pequeno se revela grandioso.

Ao amar a Deus, descobrimos que nunca estamos sozinhos. Mesmo nos dias em que a solidão parece gritar, existe uma presença constante, silenciosa, fiel. Essa certeza traz conforto e coragem. Sabemos que podemos seguir adiante porque há mãos invisíveis nos sustentando.

Esse amor não nos afasta do mundo; pelo contrário, nos torna mais responsáveis por ele. Quem ama a Deus sente desejo de cuidar da criação, de promover a justiça, de aliviar sofrimentos. O coração se amplia e passa a bater em sintonia com propósitos mais elevados.

Amar a Deus é dialogar com Ele. É falar, mas também ouvir. É reservar momentos de silêncio para perceber inspirações, intuições, direcionamentos. Muitas respostas chegam como serenidade, outras como força para enfrentar o que precisa ser enfrentado.

Nem sempre será fácil. Haverá dias de dúvida, cansaço, questionamentos. Amar a Deus não elimina a humanidade; ele a ilumina. A fé continua caminhando mesmo quando a visão fica turva. E, curiosamente, são nesses períodos que o amor se torna mais verdadeiro.

Quanto mais amamos a Deus, mais compreendemos que Ele sempre nos amou primeiro. Esse entendimento muda tudo. Não precisamos conquistar esse amor; precisamos apenas aceitá-lo. Ele já está ali, disponível, abundante, esperando ser acolhido.

Amar a Deus é permitir-se ser moldado. Às vezes isso dói, porque implica abandonar velhos hábitos, rever posturas, admitir equívocos. Mas cada mudança produz crescimento, e cada crescimento nos aproxima da melhor versão de quem podemos ser.

Esse amor nos ensina sobre tempo. Aprendemos a respeitar processos, a entender que certas bênçãos exigem preparo. Nem tudo acontece no ritmo que desejamos, mas tudo pode acontecer no momento certo.

Amar a Deus também significa agradecer pelas portas fechadas. Muitas delas nos livram de caminhos que não compreenderíamos. A fé amadurecida olha para trás e percebe o cuidado presente até mesmo nas negativas.

Quando o amor divino ocupa o centro da vida, o medo perde autoridade. Não desaparece completamente, mas deixa de comandar decisões. Surge uma confiança serena de que, aconteça o que acontecer, nada poderá nos separar desse vínculo sagrado.

Amar a Deus é renovar a esperança diariamente. É acreditar que sempre há possibilidade de reconstrução, que o perdão é real e que o futuro pode ser melhor do que o passado. A fé se torna combustível para continuar.

Amar a Deus é, portanto, o caminho que transforma tudo — porque começa transformando quem escolhe amar.


   

  

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