CIDADES
Ranking do IBGE sobre expansão de áreas urbanas tem o RS em 6º lugar nacional
   
Na lista por cidades, a gaúcha Venâncio Aires aparece na 6ª posição

Por Marcello Campos
20/08/2026 07h32

Mapeamento divulgado na terça-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) tem o Rio Grande do Sul em sexto lugar no ranking de Estados com maior expansão de áreas urbanas no período de 2019 a 2022. Já na lista por municípios, Venâncio Aires e Santa Cruz do Sul – ambas no Vale do Rio Pardo – ocupam respectivamente a sétima e a décima posições nacionais.

O primeiro teve uma ampliação de quase 26 quilômetros-quadrados, equivalentes a cerca de 3,4 mil campos de futebol oficiais. Já o segundo cresceu 19,6 quilômetros-quadrados, tamanho similar ao de 2,6 mil campos de oficiais. Em Porto Alegre, o aumento foi de 2%, correspondentes a um acréscimo de 4 quilômetros-quadrados em áreas urbanas.

A metodologia tem por base a análise de imagens obtidas por satélite. Somente o cenário horizontal é avaliado, sem abordagem a respeito do processo de verticalização, embora considera aspectos como avanço de edificações sobre áreas antes desocupadas, por exemplo. Também não são abordados os motivos para aumento, redução ou estabilidade.

“O levantamento considera a expansão das chamadas ‘Feições Urbanizadas’, incluindo áreas que passaram a apresentar residências, equipamentos urbanos ou lotes demarcados, mesmo que ainda estejam vazios. A metodologia não mede, portanto, o crescimento vertical das cidades, como a construção de prédios”, diz o Instituto em ibge.gov.br.

O IBGE considera “área urbanizada” o conjunto de formas e estruturas que materializam o fenômeno urbano nos territórios. Para isso, a análise vai além da presença de construções, e identifica padrões de ocupação. A soma dos tipos área urbanizada, vazio intraurbano e outros equipamentos urbanos, é classificada como “feições urbanizadas”. Além disso, os loteamentos vazios são considerados um novo tipo de ocupação.

A área urbanizada do Brasil cresceu 12,27% entre 2019 e 2022, com a incorporação de quase 6 mil quilômetros quadrados ao território ocupado por cidades. O Sudeste concentra a maior extensão de áreas urbanizadas, enquanto o Nordeste registrou a maior expansão no período.

Cenário nacional

No topo do ranking nacional está Brasília, que nos quatro anos abrangidos pela pesquisa ganhou mais de 72 quilômetros-quadrados de áreas urbanizadas. A área é mais que o dobro da ampliação verificada em São Luís (MA), segunda colocada (35,7 quilômetros-quadrados).

Em relação às unidades federativas, o Distrito Federal teve a maior expansão: 1,25%. Na vice-liderança aparece Santa Catarina (0,35%), seguida por Sergipe (0,26%), São Paulo (0,24%) e Espírito Santo (0,19%). Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro empataram, cada qual com 0,18%.

Já Amazonas e Roraima registraram 0%, enquanto Rondônia, Acre, Pará, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso tiveram expansão de 0,01%. Ou seja: praticamente estáveis.


   

  

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