Mercado financeiro projeta mais inflação e corte menor dos juros no Brasil com a guerra no Oriente Médio e a alta do petróleo
As projeções para a economia brasileira constam no Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central

Por ROS
23/03/2026 10h56

O mercado financeiro passou a estimar uma alta maior da inflação neste ano e também uma redução menor da taxa básica de juros no Brasil, de acordo com o Boletim Focus, divulgado nessa segunda-feira (23) pelo BC (Banco Central).

A explicação é que a guerra no Oriente Médio fez disparar o preço do petróleo e, por isso, tem potencial de pressionar a inflação brasileira, via aumento dos combustíveis. Como consequência, a expectativa é de que o BC reduza menos a Selic.

Conforme a pesquisa do BC, o mercado passou a projetar que a inflação oficial, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), subirá 4,17% neste ano, ante a projeção anterior de 4,10%. Esse é o segundo aumento seguido na estimativa.

Para 2027, a expectativa permaneceu em 3,80%. Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo do BC é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%.

Juros

Para o fim de 2026, a estimativa do mercado para a taxa Selic subiu de 12,25% para 12,50% ao ano. Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado foi mantida em 10,50% ao ano. Atualmente, a Selic está em 14,75% ao ano.

PIB

Para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro em 2026, a estimativa do mercado subiu de 1,83% para 1,84%. Para 2027, a projeção PIB foi mantida em 1,8%.

Dólar

O mercado financeiro manteve a sua estimativa para a taxa de câmbio, no fim deste ano, em R$ 5,40 por dólar. Para o fechamento de 2027, a projeção dos economistas dos bancos caiu de R$ 5,47 para R$ 5,45.

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