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Plantio do milho chega a 68 por cento da área prevista no Rio Grande do Sul |
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| Chuvas afetam atividades no campo na região de Erechim | |
A semeadura do milho alcançou aproximadamente 68% dos 896.401 hectares projetados para a safra de verão 2026/2027 no Rio Grande do Sul. O avanço foi favorecido por temperaturas mais adequadas e pela melhora das condições do solo, segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (24). Nas áreas implantadas, predominam as fases de germinação, emergência e desenvolvimento vegetativo inicial.
Na região de Santa Rosa, 86% da área prevista já foi semeada. As lavouras apresentam desenvolvimento vegetativo, mas há registro de cigarrinhas na maior parte das áreas, além de percevejo-barriga-verde e lagarta-rosca. Nas lavouras mais adiantadas, começaram as aplicações de nitrogênio em cobertura.
O plantio de milho para silagem chegou a 45% da área prevista no Estado. Na região de Erechim, a área projetada aumentou cerca de 5% em relação ao ano anterior, e a produtividade estimada é de 43.768 quilos por hectare. Para todo o Rio Grande do Sul, a Emater/RS-Ascar prevê 369.389 hectares e produtividade média de 38.392 quilos por hectare.
Outras culturas de verão
A implantação da safra de arroz está começando, com maior avanço na Fronteira Oeste. As chuvas volumosas têm condicionado o ritmo da semeadura e exigido a drenagem de algumas áreas. A projeção do Instituto Riograndense do Arroz (Irga) é de 861.779 hectares cultivados na safra 2026/2027.
O feijão da primeira safra foi semeado em menos de 10% dos 24.587 hectares projetados no Estado. O plantio está concentrado em locais menos expostos a geadas e ventos frios, enquanto as baixas temperaturas têm limitado o crescimento inicial das plantas. A produtividade estimada é de 1.759 quilos por hectare.
Lavouras de inverno
No trigo, predominam as lavouras em enchimento de grãos, fase que corresponde a 54% da área. Outros 23% estão em floração, 13% em maturação e 9% em desenvolvimento vegetativo. A colheita chegou a 1% e está restrita às áreas mais adiantadas do Noroeste. A umidade elevada aumentou a pressão de doenças, como a giberela e as doenças foliares.
A aveia-branca também está em estágio avançado: 51% das lavouras estão em enchimento de grãos, 26% em maturação e 7% da área já foi colhida. De modo geral, as condições são consideradas satisfatórias, embora as chuvas intensas tenham causado acamamento pontual e a incidência de doenças varie entre as regiões.
Na canola, 63% das lavouras estão em enchimento de grãos, 29% em maturação e 3% já foram colhidas. O potencial produtivo varia conforme a região. Há áreas com bom desempenho e outras afetadas pelo excesso de umidade, pela baixa incidência de sol e por geadas. A carinata e a cevada também apresentam predominância de lavouras em fases reprodutivas.
Pastagens e criação animal
Na região de Erechim, o solo encharcado dificulta o acesso dos produtores às pastagens e aos silos. A umidade também aumenta o risco de pisoteio e compactação do solo, além de prejudicar a secagem e a qualidade do feno. Em algumas propriedades da região de Passo Fundo, o tempo de permanência dos animais nos piquetes foi reduzido, com maior oferta de silagem para preservar a alimentação dos rebanhos.
Na ovinocultura, as chuvas na região de Erechim favoreceram a formação de barro e elevaram o risco de problemas nos cascos dos animais. O frio e a lã molhada também aumentaram a preocupação com doenças respiratórias. Conforme o levantamento, os partos estão começando na maioria das propriedades da região, assim como a esquila em parte dos rebanhos.

