Kremlin diz que negociações sobre guerra na Ucrânia podem ser retomadas em outubro
Moscou não descarta a possibilidade de novas conversas no próximo mês

Por Assessoria de imprensa
14/09/2026 08h45

As negociações trilaterais entre Estados Unidos, Rússia e Ucrânia para tentar pôr fim à guerra poderão ser retomadas em outubro, afirmou no domingo (13), o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov. Segundo ele, Moscou não descarta a possibilidade de novas conversas no próximo mês.

“Não estamos descartando essa possibilidade. Estamos falando precisamente de uma perspectiva previsível. Ou seja, não podemos excluir o mês de outubro”, disse Peskov a jornalistas russos, segundo as agências de notícias RIA Novosti e TASS.

Os Estados Unidos tentam reativar os esforços diplomáticos para encerrar o conflito, que já dura mais de quatro anos. Nas últimas semanas, negociadores americanos viajaram a Kiev e Moscou, enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, e o russo, Vladimir Putin, mantiveram conversas por telefone.

As negociações anteriores não avançaram, e os esforços conduzidos pelos Estados Unidos foram interrompidos depois que a atenção de Trump se voltou para a guerra entre EUA e Israel e o Irã no Oriente Médio.

Em entrevista exibida no sábado, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou estar disposto a se reunir com Putin durante a cúpula do G20, marcada para dezembro, em Miami. Peskov rejeitou a possibilidade neste domingo e classificou o encontro como “impossível”. Segundo o porta-voz, Moscou mantém a exigência de que uma eventual reunião entre os dois líderes ocorra na capital russa.

Putin tem rejeitado propostas para um encontro presencial com Zelensky para discutir o fim da guerra. O conflito provocou milhares de mortes e graves perdas econômicas na Ucrânia e na Rússia.

Também neste domingo, o conselheiro do Kremlin Yuri Ushakov afirmou a jornalistas, incluindo da AFP, que ainda não existe um “pacote coordenado” que possa servir de base para novas negociações. “No momento, existe a sensação de que é necessário chegar a um acordo sobre a questão territorial. Mas também existem muitas outras questões”, disse Ushakov.

menu
menu