Casas Bahia entra com pedido de recuperação judicial
Grupo anunciou prejuízo bilionário e o fechamento de 298 lojas em todo o País

Por ROS
17/08/2026 12h51

O Grupo Casas Bahia anunciou, na noite de domingo (16), que entrou com um pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo. A medida inclui, além das lojas de varejo, outras empresas do grupo e tem como objetivo reorganizar as finanças e renegociar dívidas, enquanto a companhia mantém suas operações em funcionamento.

Segundo o grupo, a decisão foi aprovada pelo Conselho de Administração e pelo acionista controlador. O pedido foi protocolado no Foro Central Cível de São Paulo, especializado em falências e recuperações judiciais.

Em balanço, a Casas Bahia informou que registrou prejuízo de mais de R$ 10 bilhões no segundo trimestre deste ano, citando impacto de um plano de redimensionamento de sua operação que incluiu o fechamento de 298 lojas em todo o País.

A recuperação judicial é um instrumento previsto na legislação brasileira que permite a empresas em dificuldades financeiras renegociar suas dívidas sob supervisão da Justiça, buscando evitar a falência e garantir a continuidade das atividades.

Entre as empresas incluídas no processo, estão a Bartira, fabricante de móveis, além de companhias de logística, tecnologia e comércio eletrônico ligadas ao grupo.

Em comunicado ao mercado, a Casas Bahia afirmou que a recuperação judicial foi motivada pela piora do cenário econômico, marcada por juros elevados, restrição ao crédito, aumento dos custos financeiros e redução do consumo.

“Nesse cenário de liquidez restrita, o ajuizamento do pedido de recuperação judicial mostra-se necessário e configura mais um passo na direção da reestruturação financeira da companhia, buscando preservar a continuidade das atividades empresariais, proteger a geração de valor futuro e viabilizar uma solução ordenada para o equacionamento de suas obrigações”, afirma o comunicado.

A empresa também informou que não conseguiu concluir alternativas de captação de recursos que estavam em negociação. Apesar da medida, a companhia afirma que pretende manter o funcionamento de suas lojas físicas, do comércio eletrônico e dos demais canais de venda, buscando evitar impactos relevantes para os consumidores.

Como a recuperação judicial foi solicitada em caráter de urgência, os acionistas ainda deverão analisar e ratificar a decisão em Assembleia Geral Extraordinária, que será convocada pela companhia.

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